Barcelona Shakedown encerra primeira fase de testes da Fórmula 1 para 2026

Crédito: Formula 1


A Fórmula 1 concluiu nesta semana o Barcelona Shakedown, primeiro grande teste coletivo dos carros de 2026 no Circuito de Barcelona-Catalunya. Ao longo de cinco dias, as equipes colocaram na pista seus novos projetos para o início do ciclo regulatório, priorizando confiabilidade, coleta de dados e adaptação às novas unidades de potência, muito mais do que performance pura.

O primeiro dia marcou a estreia de diversos carros na pista. Mercedes, Audi, Alpine, Red Bull, Haas, Racing Bulls e Cadillac iniciaram seus programas com foco em quilometragem. Kimi Antonelli foi o primeiro a acelerar com a Mercedes, dividindo o dia com George Russell. Gabriel Bortoleto também foi à pista pela Audi, mas teve seu programa interrompido por problemas técnicos. Mesmo assim, o brasileiro destacou a importância de sentir o novo carro e as mudanças de regulamento logo neste estágio inicial.

Entre os destaques do Dia 1, estiveram ainda os retornos de Valtteri Bottas e Sergio Pérez, agora na Cadillac, além da estreia de Isack Hadjar com a Red Bull. O tom geral entre os pilotos foi de cautela: entendimento do carro, ajustes básicos e identificação de falhas eram as prioridades absolutas.

O segundo dia teve a Ferrari como protagonista. Charles Leclerc foi o primeiro a acelerar com a SF-26, seguido por Max Verstappen, que também iniciou o trabalho da Red Bull. A chuva marcou parte da sessão, mas não impediu ambos de acumularem voltas importantes. À tarde, Lewis Hamilton e Hadjar assumiram seus respectivos carros. Hamilton destacou o desafio de trabalhar com pneus e acerto em condições mistas, mas avaliou o dia como produtivo, ressaltando a ausência de problemas graves em um regulamento totalmente novo.

No terceiro dia, o grid ficou mais cheio. McLaren entrou oficialmente no shakedown com Lando Norris, já ostentando o número 1, enquanto Mercedes voltou à pista com Russell e Antonelli. Também estrearam na semana Ollie Bearman (Haas), Nico Hülkenberg (Audi), Arvid Lindblad (Racing Bulls) e Pierre Gasly (Alpine). O foco seguiu sendo quilometragem e aprendizado, com Norris destacando que o carro de 2026 é mais desafiador de pilotar, especialmente na gestão de energia, mas mais divertido em termos de comportamento.

A quarta-feira também marcou a primeira aparição da Aston Martin, com Lance Stroll levando o AMR26 à pista. A equipe iniciou oficialmente sua parceria com a Honda, e o canadense destacou a complexidade do novo projeto. Mercedes encerrou seu programa no shakedown neste dia, acumulando uma das maiores quilometragens da semana e saindo de Barcelona com avaliações positivas sobre confiabilidade e dirigibilidade.

O quinto e último dia foi o mais movimentado em pista. Ferrari, Red Bull, McLaren, Alpine, Audi, Haas, Cadillac e Aston Martin aproveitaram o clima seco para fechar seus programas. Fernando Alonso fez sua estreia no shakedown com a Aston Martin, destacando o simbolismo de pilotar o primeiro carro da equipe sob as novas regras, agora com envolvimento direto de Adrian Newey e da Honda. Já na Ferrari, Hamilton e Leclerc reforçaram o otimismo com a base do carro, ainda que tenham enfatizado que o foco real em performance virá apenas nos testes oficiais do Bahrein.

Ao final do evento, apenas a Williams não participou do shakedown, confirmando que estará pronta para os testes de pré-temporada. No geral, o sentimento no paddock foi de satisfação com a confiabilidade inicial dos carros de 2026, mesmo com falhas pontuais, já esperadas neste estágio.

Com o Barcelona Shakedown concluído, as equipes agora voltam suas atenções para o Bahrein, onde os carros serão colocados à prova em condições mais representativas de corrida. Até lá, o trabalho segue intenso nos simuladores, fábricas e salas de análise de dados, em um dos ciclos técnicos mais desafiadores da história recente da Fórmula 1.

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